sábado, 10 de janeiro de 2009

O que e NTSC?

Introdução

NTSC é o sistema de televisão analógico atualmente em uso nos Estados Unidos, na maioria dos países da América (o Brasil é uma das exceções que utilizam esse sistema apenas em DVDs players) e em alguns países do leste asiático. Recebeu o nome do National Television System(s) Committee (Comitê Nacional do(s) Sistema(s) de Televisão), a organização representativa do setor, responsável pela criação deste padrão.

O Sistema de Transmissão NTSC

O sistema NTSC fornece 525 linhas e 29,97 quadros por segundo. Esses 29,97 quadros de vídeo por segundo são formados por 59,94 campos de vídeo por segundo. O sistema de 59,94 campos do padrão NTSC baseia-se no ciclo de 60Hz do sistema elétrico utilizado nos países que usam esse sistema. Já nos países onde o sistema elétrico tem ciclos de 50 Hz, foi preciso desenvolver ou adotar sistemas de televisão compatíveis, isto é, de 50 campos por segundo. O NTSC tem uma relação de aspecto de 4:3. A varredura é intercalada.

Fases de Sinais no NTSC

No NTSC a crominância é transmitida em 3,579545 MHz acima da portadora de vídeo (no PAL 3,575611 MHz). O burst tem fase fixa em 180º,(R-Y) em 90º (ambos não fazem alternância de fase linha a linha como no sistema PAL) e (B-Y) em 0º.

Fases de Q e I no NTSC

Embora o receptor separe a crominância em (R-Y) e (B-Y), a transmissão usa como componentes de cor Q e I, que são obtidas das combinações: Q= 21%R - 52%G + 31%B e I= 60%R - 28%G - 32%B. Apesar desta diferença de componentes na transmissão, o mesmo demodulador (B-Y)/(R-Y) conseguirá demodular Q e I, isso porque nos dois pares há 90º de defasagem entre as componentes. Quanto às demais características (número de linhas, sincronismo horizontal e sincronismo vertical e etc.) são iguais no NTSC e no PAL-M. Entretanto, em outros padrões PAL, como no PAL-N, há diferenças. A desigualdade deriva do padrão (M, N, G) e não do sistema (NTSC,PAL).

Estágios de Cor no NTSC

O sinal de crominância é injetado diretamente nos demoduladores (B-Y) e (R-Y). Para a demodulação basta o sincronismo com a portadora 3,58 MHz fornecida pelo oscilador, defasada 90º para (R-Y) e sem defasagem para (B-Y). A saída dos demoduladores é (B-Y) e (R-Y) na faixa de 0 a 0,5 MHz, sem qualquer problema de alternância. O separador de burst filtra o burst durante o apagamento horizontal, enviando-o para o AFPC (Automatic Frequency and Phase Control - Controle Automático de Frequência e Fase), sincronizando o oscilador a 3,58 MHz com o burst. Ainda no AFPC é gerada para o inibidor uma tensão indicativa da presença ou não de burst, para transmissão a cores ou preto e branco. De acordo com esta tensão o inibidor corta o amplificador de crominância (transmissão preto e branco), ou não (transmissão a cores). O CAG (Controle Automático de Ganho) recebe uma amostra do burst e de acordo com sua amplitude altera o ganho do amplificador de crominância, estabilizando o nível do sinal amplificado. Como a matiz das cores no NTSC é muito instável, sendo facilmente alterado por interferência na transmissão, os receptores deste sistema dispõem de um controle acessível ao telespectador (Controle de Cor) que corrige a fase do oscilador com 3,58 MHz.

Curiosidades

O sistema PAL foi criado para resolver o problema da variação de cor do sistema NTSC. Algumas pessoas interpretavam a sigla como significando Never Twice the Same Color (Nunca a mesma cor duas vezes), questionando a qualidade e a estabilidade do sistema em relação ao sistema PAL.

O que e PAL-M?

PAL-M é o sistema de televisão em cores utilizado pelo Brasil desde sua primeira transmissão oficial, na Festa da Uva em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, em 19 de fevereiro de 1972.
Consiste em utilizar o sistema PAL de codificação do sinal de cor em uma sub-portadora, no padrão de formação de imagem "M". Foi a solução encontrada na época da adoção do sistema de cor para que, desta forma, as transmissões em cores pudessem ser recebidas pelos aparelhos em preto-e-branco sem a necessidade de adaptadores, e vice-versa.
Na verdade, desde 1963 era possível a recepção de programas em cores no Brasil no sistema NTSC, através de experiências de emissoras como a TV Excelsior e a TV Tupi e da apresentação de seriados americanos já produzidos em cores, tais como Bonanza. Entretanto, o custo dos televisores importados dos Estados Unidos era proibitivo, a política tecnológica brasileira mudou e somente no início da década de 70 o Brasil pôde desenvolver o PAL-M e viabilizá-lo.

Aspectos técnicos

Padrão M

Durante o desenvolvimento da televisão (preto e branco), foram criadas diversas normas; uma delas era a dependência com a freqüência da rede de energia elétrica local. Como nos Estados Unidos a freqüência da rede elétrica era de 60 Hz, o processo para transmissão de televisão deveria gerar 60 campos de imagem por segundo para evitar o efeito da cintilação. A imagem seria formada por 525 linhas por quadro (formado por 2 campos) e 30 quadros por segundo para dar a sensação de movimento. Estas características do sistema de transmissão de televisão norte-americana fazem parte das normas estabelecidas pela RMA (Radio Manufacturers Association) ou simplesmente "M", e acabou sendo adotadas por outros países com a mesma freqüência de rede, como o Brasil e o Japão (ressalvado que a parte oriental do Japão usa 50 Hz).
Países onde a energia elétrica é gerada com a freqüência de 50 Hz como Alemanha, Argentina, e outros, principalmente na Europa, o sincronismo da imagem é formada por 625 linhas por quadro e 25 quadros por segundo para dar a sensação de movimento.

Brasil

Desenvolvido nos Estados Unidos da América, o NTSC foi o primeiro sistema de televisão em cores no mundo, com suas primeiras transmissões sendo realizadas a partir de 1954. Possuía diversas limitações como, por exemplo, exigir controle de matiz e ter problemas com cores em geral.
Como melhoria e aprimoramento do NTSC, foi proposto o sistema de codificação do sinal de cor PAL, no final dos anos 60. O PAL (Phase Alternate Lines) foi criado na Alemanha com o objetivo de eliminar vários problemas existentes no NTSC, referentes à reprodução de cor. A reprodução de cores resultou mais precisa do que no NTSC, e o sistema foi adotado em vários países do mundo, exceto os já comprometidos com investimentos no sistema NTSC.
Durante os anos 60, também foi criado e desenvolvido o SECAM (Séquentiel couleur avec mémoire). Porém, tal sistema se mostrou impraticável no Brasil, dado que os canais de transmissão no sistema analógico brasileiro ocupam na banda uma largura de 6 MHz, sendo que o sistema analógico francês precisaria utilizar de 8 a 10 MHz.
Entretanto, como a escolha recaiu sobre o sistema PAL, houve a necessidade de se diferenciar do sistema PAL europeu, já que a TV brasileira já trabalhava com o padrão M, criando o sistema PAL-M, utilizado somente no Brasil, Laos e partes da Tailândia, dado que todos os outros países que utilizam o sistema M são NTSC. O fato de haver pouquíssimos países com este padrão de cores fez com que a indústria brasileira de eletroeletrônicos ficasse "engessada" pelo fato de não haver mercado externo para seus aparelhos televisores.
Deste modo, o sistema PAL-M é usado com resolução de 525 linhas, (o mesmo número de linhas do NTSC, enquanto o PAL europeu usa 625 linhas), 29,97 quadros por segundo (padrão M, vindo daí o sufixo), utilizando uma freqüência próxima à do padrão NTSC. A freqüência do sistema PAL-M e do sistema NTSC é de aproximadamente 60 Hz, diferente da Europa, onde a frequência dos sistemas PAL-B, PAL-G e SECAM é de aproximadamente 50 Hz.
O sistema PAL-N é utilizado somente na Argentina, no Paraguai e Uruguai, que diferentemente do Brasil e da maioria dos outros países sul-americanos também têm freqüência de rede elétrica em 50Hz .

Razões político-econômicas

Entre o final dos anos 60 e o início dos anos 70 o Brasil vivia um grande crescimento econômico, o "milagre brasileiro", proporcionado pela política econômica do governo militar e pelo desenvolvimento do pós-guerra, resolveu adotar o sistema PAL, que não tinha os problemas dos outros sistemas (a visualização das cores era melhor, não era necessário o controle de matiz e havia compatibilidade com o sistema existente).
Outra razão que justificou a adoção do PAL-M foi a política brasileira, que na época era profundamente protecionista. A adoção de um sistema próprio impossibilitou a importação de aparelhos por muito tempo, o que muitos acreditavam que poderia proteger a economia brasileira.

Sobre a inauguração oficial do sistema

A transmissão em cores da Festa da Uva, em Caxias do Sul, em 19 de fevereiro de 1972, foi feita sob responsabilidade da TV Difusora, com a colaboração da TV Rio, entre outras. O então diretor técnico da TV Globo, Cel. Wilson Britto, conta que o evento foi realmente escolhido por influência do então Ministro das Comunicações, pois já tinham condições de fazer transmissões a cores mesmo antes do evento em Caxias do Sul.Segundo o engenheiro Herbert Fiuza, a histórica transmissão só aconteceu naquela data por exigência do então Ministro das Comunicações, Higino Corsetti, que desejava a primazia de um evento em seu estado natal. A sobrinha-neta do ex-ministro, Mariana Corsetti, discorda: "A transmissão estava programada para acontecer no Carnaval do Rio de Janeiro, mas as emissoras do centro do país não apresentaram, em tempo, as condições técnicas necessárias. Como a Festa da Uva ocorria na mesma época e a TV Difusora, com sede em Caxias do Sul, era a única que dispunha de modernos equipamentos para transmitir em cores, foi feita a cobertura do evento"( Esta versão também é apresentada por Walter Clark, em sua auto-biografia "O Campeâo de Audiência".)
Também pelo fato do Presidente da República, na época, Emílio Garrastazu Médici ser gaúcho, o que também foi fator que contribuiu na escolha.

Primeiros anos

O abandono das transmissões em preto e branco foi extremamente lento. Ao longo dos anos 70, nas grades de programação de todas as emissoras - salvo a Bandeirantes, que já passou para as transmissões coloridas no ano de 1972 - havia uma mescla de programas coloridos (geralmente no horário nobre) e preto-e-branco. Somente no final da década de 70, a programação em cores tomou completamente o lugar das transmissões em preto e branco.
Isto se deveu a alguns problemas: falta de capital para investimento em novos equipamentos, a baixa porcentagem de televisores coloridos - que eram extremamente caros para a época, entre outros.
Exemplos da lenta transição da transmissão preto-e-branco para a colorida:
O primeiro programa produzido em cores no Brasil foi Meu Primeiro Baile, um episódio de Caso Especial, exibido pela Rede Globo em 31 de março de 1972, que embora tenha sido vista por poucas pessoas com televisores coloridos, teve muitos pedidos de reprise;
Ainda que Rede Tupi tenha passado a produzir em cores toda a programação do horário nobre a partir de agosto de 1974, somente em 1977 terminou de realizar essa transição.
A primeira telenovela em cores produzida pela Rede Globo foi O Bem Amado, em 1973 e a última novela em preto-e-branco foi Estúpido Cupido, em 1977, ressalvando-se que seu último capítulo foi em cores, sem que os atores o soubessem. Isto se deveu à Globo ter começado a transmitir em cores primeiro as novelas das 10 (a partir de 1973), as das 6 e das 8 (a partir de 1975) para somente em 1977 fazê-lo com as novelas das 7;

Substituição

O PAL-M será substituído pela transmissão digital no padrão japonês ISDB-T até 2016.

Autoração de DVDs

A autoração é um processo de criação de um DVD de vídeo. O programa de autoração deve gerar um disco-mestre que seja conforme as especificações, determinadas pelo fórum de DVD em 1995.

O processo da montagem do DVD é diferente da codificação dos vídeos em MPEG-2, e envolve basicamente em unir várias mídias pré-codificadas:

Vídeos (incluindo multi-ângulos);
Faixas de áudio;
Legendas;
Menus, que podem ser estáticos ou vídeos;
Faixa de dados (DVD-ROM).
Vários programas de autoração também incorporam a codificação de vídeo e áudio, com diversos níveis de qualidade.

Na autoração também é realizada a programação dos menus, a navegação e interatividade (incluindo ovos de páscoa).

Exemplos de programas para autoração de DVD:

Adobe Encore DVD
Apple DVD Studio Pro
Avi2DVD
Pinnacle DVD Impression
Sonic Scenarist
Sony DVD Architect
Ulead DVD Workshop
DVD Styler
Toast Titanium
DVD Lab Pro

Ediçao de Video

Edição de vídeo é o processo de corte e montagem de filmes em meio analógico ou digital, linear ou não-linear.

Este processo é necessário pois, ao contrário do que acontece em peças de teatro, os filmes normalmente são gravados em partes, divididos por cenas ou tomadas que são feitas diversas vezes e por diferentes ângulos.

A edição de vídeo consiste em decidir que tomadas usar, quais são as melhores e uní-las na sequência desejada. Pode-se inclusive montar as sequências fora da ordem cronológica de gravação ou do próprio tempo do filme.

Editar um filme ou vídeo não se limita a escolher as melhores cenas, é nesta fase da produção que são inseridos efeitos especiais, trilhas sonoras e legendas.

A edição linear é feita seguindo a ordem cronológica do filme. A edição inicia-se com as primeiras cenas do filme/produto. Pode ser analógica ou digital Já a edição não-linear é feita segundo os critérios do próprio editor, que decide se edita primeiro as últimas cenas, as do início do filme/produto, ou as do meio.

Podemos também pensar em edição de vídeo indo além do corte mais como um "recorte", que se faz de alguma realidade ou estória que se quer contar. Assim a edição se iniciaria já no Roteiro ou mesmo antes na concepção da idéia do filme.